domingo, 11 de janeiro de 2026

Ciclo de filmes "Integral" do cineasta figueirense João César Monteiro no CAE

O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz (CAE) em parceira com a Medeia Filmes apresenta, a partir do dia 16 de janeiro, um conjunto de filmes do cineasta figueirense João César Monteiro (Figueira da Foz, 2 de fevereiro de 1939 - Lisboa, 3 de fevereiro de 2003) no âmbito do ciclo “Integral João César Monteiro”.

João César Monteiro é autor de uma obra extraordinária, ferozmente livre e de uma coragem artística ímpar. Um cineasta singular e iconoclasta que marcou sobremaneira a arte portuguesa no último meio século.

Esta é, assim, uma excelente oportunidade para que o público (e sobretudo a nova geração) possa assistir, em sala, em cópias digitais restauradas, à sua obra “incandescente” e “desmedidamente genial”, como a descreveu João Bénard da Costa, irónica e incisiva. Uma obra que, a partir de “Silvestre” (1981), estreado no Festival de Veneza, desperta a atenção internacional.

O CAE, em janeiro, apresentará, no Auditório ao qual o Município da Figueira da Foz atribuiu o seu nome, em 2020,3 filmes essenciais da sua obra: “Recordações da Casa Amarela” (1989), que recebeu o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1989 (sexta-feira, 16 de janeiro, 21h30); “A Comédia de Deus”, Grande Prémio Especial do Júri do Festival de Veneza 1995 (sexta-feira, 23 de janeiro, 21h30) e “Vai e Vem”, o derradeiro filme do cineasta (quarta-feira, 28 de janeiro, 21h30).

Um ciclo a não perder, de um cineasta que “inventou” para si um lugar próprio no cinema.

Bilhetes a 4 euros à venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.

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Neste âmbito, e já na próxima sexta-feira de 16 de janeiro pelas 21h30, irá decorrer a primeira sessão de cinema deste ciclo, com o filme "Recordações da Casa Amarela".

Sinopse:

Lisboa, 1989. Um pobre-diabo de meia-idade vive no quarto de uma pensão barata e familiar, na zona velha e ribeirinha da cidade.

Atormentado pela doença e por vicissitudes de ordem vária, o idiota, que se alimenta de Schubert e, quiçá, de uma vaga cinefilia como forma de resistência à miséria, é posto no olho da rua, após tentativa fruste contra o pudor da filha da dona da pensão.

Sozinho, e privado de quaisquer recursos, vê-se confrontado com a dureza do espaço urbano e é internado num hospício, de onde sairá por ponderada decisão de homem livre, para cumprir uma missão "rica e estranha" que lhe é indicada por um velho amigo, doente mental como ele: ‘Vai e dá-lhes trabalho!’

E aqui para nós, a rir a rir, algum tem dado...

Leão de Prata no Festival de Veneza de 1989.

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